sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Henrique Cerqueira - Doce (letra)

"
Doce, quando especialistas já a muito tempo haviam desistido
Na estrada da vida abandonado acompanhado só da solidão
Mistério
Tão doce pra quem se sente farrapo a margem de vida mal costurada
Um vaso partido que já não tem serventia mais pra nada
Mistério

Qual seu interesse em trapos?
Cantar os que já não cantam mais
Os meus pés tão sujos repugnantes
Parecem não te afugentar
Nem minha vida, nem minha morte, a poeira
Podem me separar, do Teu amor

Quem sou eu pra ter Tua atenção?
Te bem direi, proclamarei, que És minha salvação

Doce, o pano torto em seus ombros
Obra prima de alfaiataria
Resvalou num vaso que no mundo ninguém mais se importaria
Mistério, tão doce
Mistério, tão doce
"

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